Qual a importância da diversificação?

A diversificação é uma estratégia que visa reduzir os riscos e aumentar as oportunidades de um investidor, aplicando seus recursos em diferentes tipos de ativos, setores, mercados, moedas, países, etc. O objetivo é criar um portfólio equilibrado, que possa se beneficiar das variações do mercado e se proteger das crises e das perdas .

A importância da diversificação pode ser explicada por dois conceitos principais: o risco sistêmico e o risco não sistêmico. O risco sistêmico é aquele que afeta todo o mercado ou a economia, como uma guerra, uma pandemia, uma recessão, uma mudança política, etc. Esse tipo de risco é difícil de prever e de evitar, e pode causar grandes perdas para os investidores . O risco não sistêmico é aquele que afeta apenas um ativo, um setor, um mercado, uma moeda, um país, etc., como uma falência, uma fraude, uma greve, uma desvalorização, uma sanção, etc. Esse tipo de risco é mais fácil de prever e de evitar, e pode ser reduzido pela diversificação .

A diversificação funciona como uma forma de diluir o risco não sistêmico, ao investir em ativos que tenham baixa ou nenhuma correlação entre si, ou seja, que não se movimentem na mesma direção ou na mesma intensidade. Assim, se um ativo sofrer uma queda, os outros podem compensar com uma alta, mantendo o rendimento médio do portfólio . Além disso, a diversificação permite aproveitar as oportunidades que surgem em diferentes cenários, ao investir em ativos que tenham potencial de valorização, rentabilidade e liquidez, de acordo com as tendências e as expectativas do mercado .

Para diversificar seu portfólio, você precisa considerar alguns fatores, como o seu perfil de investidor, o seu objetivo financeiro, o seu horizonte de tempo, o seu capital disponível, o seu nível de conhecimento, etc. Você também precisa analisar os diferentes tipos de ativos, como renda fixa, renda variável, fundos, câmbio, commodities, Startups via Crowdfunding etc., e as suas características, como risco, retorno, volatilidade, liquidez e tributação. A partir disso, você pode definir a sua alocação de ativos, ou seja, a porcentagem do seu portfólio que será destinada a cada tipo de ativo, de acordo com o seu perfil e o seu objetivo .

A diversificação é uma forma inteligente e eficiente de investir, pois permite que você tenha mais segurança, rentabilidade e flexibilidade no seu portfólio. No entanto, é preciso ter cuidado para não exagerar na diversificação, pois isso pode gerar custos, complexidade e perda de foco. O ideal é encontrar um equilíbrio entre a diversificação e a concentração, de acordo com a sua estratégia e o seu cenário .

O que penso sobre diversificação e por exemplo, ter 100% da carteira em renda fixa. Que no geral, não e fixa, já que ela pode variar de acordo com o CDI/Selic. E qual e o problema? Primeiro, o rendimento e baixo, segundo se aplicar no tesouro direto ou CDB de algum banco com prazo, para retirar, fica sem liquidez e se sair antes, com certeza irar ter perdas.

Aplicar 100% em ações tem o mesmo risco, as cotações em bolsa oscila muito, seja para mais, ou para menos. Já pensou precisar de capital durante uma baixa e ter que vender aquela empresa que com toda certeza voltará a subir em alguns meses e levar prejuízo presente recebendo menos do valor aplicado e sabendo virtualmente que terá uma perca de ganho futura que teria na valorização. Logo, se faz aportes mensal, pode fazer um mês naquela ação interessante, no outro mês em renda fixa e no próximo, quem sabe em uma rodada de Crowdfunding?

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